Seiva Eterna
( Kill Bear )
Na minha fronte ausente
Só tu persistes
Na água que circunda
O vale de recordações
Em que me encerro
Na areia que queima
Os meus pés,
Na orla verdejante que
Entoa uma canção.
Os barcos que cruzam o meu pensamento
Voam coma borboletas coloridas
Que ao relento vão pousar suavemente
Nos mastros que ostentam o meu olhar.
Neste recanto que não é de ninguém
As abelhas sobem e giram á volta
Neste espaço ausente igual a mim.
Vejo ressurgir a tua imagem
No intervalo das folhagens
Meu olhar vago se desfaz no vácuo.
O sol incide sobre o meu corpo estático
Sinto-me renascer como um simples vertebrado
Sob o ruído das gaivotas
Em busca de sobrevivência
E tu,
Como relíquia
Vais permanecendo
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